Imagino-me numa tarde quente de verão, afogada na relva fresca admiro-te dançando que nem criança rodopiando o vestido, meia menina, meia mulher. Acaricio-te os calcanhares, tão teus, tão suaves, tão perfeitos. Trespasso o limite do teu vestido, meio verde a encostar-se ao cinzento e tu ofegante em meu ouvido, transpirando excitação e ternura em simultâneo.

[Em teu ventre acolhes minhas mãos.]

Teus lábios retribuem meus beijos, tão desejados como prometidos. Sinto teu corpo a envolver-me, a transformar-me. O tempo pára, os segundos congelam e o supérfluo desaparece. Tudo o que me importa és tu, tuas mãos, teu cabelo, teus olhos em sol, teus lábios rosa-carne.

És a contradição perfeita da minha extasia, és um pedaço de mim que se perdeu no tempo mas nunca na memoria, és segredo secreto e phantazia eterna que guardarei para sempre.

[Porque te amo de uma forma diferente, como ninguém...]

Nessa tarde, confrontamos as leis da física e nossos corpos transformam-se num, ocupando o mesmo espaço, no mesmo tempo, no mesmo instante.

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