Palavras.

8|June|2008

Os dedos herméticos não param, correndo alados pelas linhas infinitas. Escrevo no presente calando com o ponto final, gritando insolente após o travessão, gemendo diálogos salpicados nas folhas limpas.
Não escrevo para fazer sentido, escrevo por não o ter. Porque minhas palavras torturam-me o cérebro insistindo que eu as liberte em algum lado, por necessidade, expelindo o peso pragmático de tais palavras, dentro de mim.
Não as elevo. Não são importantes, revelantes ou imponentes. Não são dogmáticas, nem eternas, nem feitas de betão.
São minhas. É o suficiente.

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